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domingo, 11 de dezembro de 2011

TudO e NadA

E você me vê
e me julga
vê a minha aparência e
pensa
determina
delimita
castra
abandona outras mil possibilidades
empobrece

Eu sou mil
eu sou nenhuma
eu não caibo em mim

As vezes me esqueço disso tudo
e viro o que vocês dizem que eu sou
aceito o papel
visto a carapuça
é mais facil
mas cômodo.

Mas como hoje me sinto incomodada
já antes de tudo, com a minha própria presença,
posso ser quem eu quiser.

Hoje não visto porra nenhuma.
Hoje faço o que eu quero.
Hoje posso ser feia, gorda, má, errada, estranha.

TODA NUA.

Agradeço a vida pela consciência do DEVIR.



BARBA AZUL- A Esperança Das Mulheres

sábado, 3 de dezembro de 2011

Com Esmero - pequeno conto.

Seus olhos eram grandes
Grandes até demais
 Tão grandes que me permitiam me ver neles
Tão grandes que me puxavam para dentro deles
Um dia caí lá dentro e me perdi
Havia uma névoa esverdeada
Cheia de brilho, qual esmeralda
Encontrei a sua menina
Que até de olhos fechados, dançava
Me apaixonei
Não quis mais sair
Virei uma estrela morta e brilhante dentro do seu olhar
Só então entendi de onde vinha tanto brilho
Como eu, outros amantes capturados
reforçavam a potência verde-esmeralda
que saía de ti.


Larissa Chiben