Que delícia pegar a estrada, sentada confortavelmente no meu assento, começando a ler um livro que logo na segunda página sei que vai mexer muito comigo.
Que delícia ele ter chegado a mim por acaso, e eu o reconheci, eu o quis pra mim.
Que delícia escolher algumas linhas, também ao acaso, e escreve-las aqui... pra quem quiser lê-las.
Que delícia ler sonetos de Vinicius de Moraes.
Soneto à Lua
Por que tens, por que tens olhos escuros
E mãos lânguidas, loucas e sem fim
Quem és, que és tu, não eu, e estás em mim
Impuro, como o bem que está nos puros?
Que paixão fez-te os lábios tão maduros
Num rosto como o teu criança assim
Quem te criou tão boa para o ruim
E tão fatal para os meus versos duros?
Fugaz, com que direito tens-me presa
A alma que por ti soluça nua
E não és Tatiana e nem Teresa:
E és tão pouco a mulher que anda na rua
Vagabunda, patética, indefesa
Ó minha branca e pequenina lua!
Vinicius de Moraes.
Rio, 1938.
Um espaço aberto e franco para falarmos e refletirmos sobre ArtE, independentemente da forma de expressão em que ela se encontre. Enjoy the process...
segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012
sexta-feira, 27 de janeiro de 2012
2011 em 365 Fotos
Como é bom encontrarmos pessoas criativas, e que além disso, façam algo de interessante com toda essa criatividade...
O fotografo Daniel Chiaclos, o "Californi-carioca" mais descolado do Rio de Janeiro, nascido em Los Angeles e residente no Rio há 6 anos, inaugura amanhã a sua mais nova exposição - "The 365 Day Photo Project".
Como o próprio nome já diz, essa exposição é a reunião de 365 fotos tiradas por Daniel durante o ano de 2011.
O ponto de vista do artista sobre o Rio de Janeiro, sua cultura, lugares e pessoas dos mais variados tipos retratado nessas centenas de fotos, as quais eu tive a honra de já conferir algumas, resultou em um trabalho muito interessante, múltiplo e espirituoso.
A exposição tem a sua inauguração no próximo sábado das 18:00hs às 23:30hs.
Local: Espaço Kreatori, Rua Alice, 209 - Laranjeiras.
Telefone: 3734-4326
segunda-feira, 19 de dezembro de 2011
A Marcha dos Desacontecimentos - Vídeoclipe
Ótima letra e um videoclipe simples mas muito criativo. Muito boMMmm!
domingo, 11 de dezembro de 2011
TudO e NadA
E você me vê
e me julga
vê a minha aparência e
pensa
determina
delimita
castra
abandona outras mil possibilidades
empobrece
Eu sou mil
eu sou nenhuma
eu não caibo em mim
As vezes me esqueço disso tudo
e viro o que vocês dizem que eu sou
aceito o papel
visto a carapuça
é mais facil
mas cômodo.
Mas como hoje me sinto incomodada
já antes de tudo, com a minha própria presença,
posso ser quem eu quiser.
Hoje não visto porra nenhuma.
Hoje faço o que eu quero.
Hoje posso ser feia, gorda, má, errada, estranha.
TODA NUA.
Agradeço a vida pela consciência do DEVIR.
e me julga
vê a minha aparência e
pensa
determina
delimita
castra
abandona outras mil possibilidades
empobrece
Eu sou mil
eu sou nenhuma
eu não caibo em mim
As vezes me esqueço disso tudo
e viro o que vocês dizem que eu sou
aceito o papel
visto a carapuça
é mais facil
mas cômodo.
Mas como hoje me sinto incomodada
já antes de tudo, com a minha própria presença,
posso ser quem eu quiser.
Hoje não visto porra nenhuma.
Hoje faço o que eu quero.
Hoje posso ser feia, gorda, má, errada, estranha.
TODA NUA.
Agradeço a vida pela consciência do DEVIR.
sábado, 3 de dezembro de 2011
Com Esmero - pequeno conto.
Seus olhos eram grandes
Grandes até demais
Tão grandes que me permitiam me ver neles
Tão grandes que me puxavam para dentro deles
Um dia caí lá dentro e me perdi
Havia uma névoa esverdeada
Cheia de brilho, qual esmeralda
Encontrei a sua menina
Que até de olhos fechados, dançava
Me apaixonei
Não quis mais sair
Virei uma estrela morta e brilhante dentro do seu olhar
Só então entendi de onde vinha tanto brilho
Como eu, outros amantes capturados
reforçavam a potência verde-esmeralda
que saía de ti.
Larissa Chiben
terça-feira, 15 de novembro de 2011
SHOW DA BRITNEY
Eu estou sempre à procura de um drama. De algo que me faça viver de verdade. Tola. Romântica. Ingênua. Sinônimos.
A gente tá sempre vivendo de verdade sim, mesmo quando estamos em estado vegetativo em frente a tv. O que você procura não é vida, é emoção, é excitação, é devir, encontro.
Hoje eu fui em um show de pop.
Me perdi no caminho, entre o metrô e o show.
Foi o melhor momento da noite.
Eu estava tão viva.
Com tanto medo.
Pavor.
Me senti dentro de um filme. Protagonista de uma historia super excitante que estava prestes a acontecer a qualquer momento.
Ao mesmo tempo que o meu sentimento de auto-preservação me aterrorizava com aquela situação, alguma parte muito estranha dentro de mim curtia aquela adrenalina.
Acredito que deva ser um sentimento parecido com o de um gringo que vem para o Brasil se meter na Amazônia ou nas favelas cariocas. Ele sabe que o risco é iminente, mas a sua vontade romântica de “viver” é mais forte, e o impulsiona a fazer coisas extremamente estupidas.
Quem é mais feliz?
Palavras, mais ou menos ditas, por Janis Joplin: Sei que vou viver menos que a maioria das pessoas, mas vou curtir muito mais, tenho certeza.
Morreu de overdose aos 27 anos.
Não posso usar aspas na citação porque a encontrei por acaso um dia no qual estava vagando e vivendo pela internet. Senti um fio de identificação.
Fio de identificação.
Gostei. Não tenho a sede de viver dela. Não voltaria em sã consciência para as ruas em que passei hoje. Mas sei que terei imenso prazer em contar momento por momento, angustia por angustia, de variadas formas, tudo que vivi ali, naqueles 10 minutinhos de vida intensa.
Vide os malucos que pulam de paraquedas!
O show? Foi legalzinho.... cheguei atrasada! Ouvi 5 musicas. Tudo bem, vai... 4.
Mas valeu os 45 reais... na verdade 30,00.
Musa pop/teen/com celulite aparente apesar da meia arrastão (adorei – fio de identificação!!)/ cansada/ com delay de movimentos/ gordinha/ex-viciada (quem sabe?)/ mãe de três (eu disse TRÊS!) filhos.
No final a lindinha loira apelou, apostou todas as fichas! Luzes coloridas ao fundo, subiu lá no alto com asas de anjo, e mil fogos e mil serpentinas!!
Aplaudi. Fiquei de queixo caído. Mas eu era só mais uma na multidão, definitivamente não era a protagonista da cena. Muito pelo contrário. Fazia parte da figuração mais chinfrim... A menina do meu lado, cujo rosto nem tive a curiosidade de olhar, era da figuração também claro, mas seu cachê era maior definitivamente.
Cantou todas as 4 músicas!! E berrou loucamente o tempo todo em que não havia musica.
Peguei um táxi, vim para casa. Exatamente 65 minutos depois de ter saído.
Nem deu tempo dos meus gatos sentirem fome.
Miau.
quinta-feira, 27 de outubro de 2011
"Por Mim" - Curta da Pixaim Produções
Que tal você se apaixonar pela pessoa mais especial da sua vida?
Seria perfeito se acontecesse todos os dias... beijos apaixonados!!
quinta-feira, 20 de outubro de 2011
Pixaim Produções Apresenta: "1/4"
Primeiro curta produzido pela Pixaim Produções.
Beijos com amour....
Beijos com amour....
quarta-feira, 19 de outubro de 2011
segunda-feira, 17 de outubro de 2011
Pílulas de Pessoa
Eu amo essa pessoa que sente tanto... e me faz sentir tanto!
Em mim, ele vive, mais presente que muitos a minha volta.
Beijos pra você Fernando!
"O mal verdadeiro, o único mal,
são as convenções e as ficções sociais,
que se sobrepõem às realidades naturais"
Fernando Pessoa.
"Há Doenças Piores do que as Doenças
Há doenças piores do que as doenças,
Há dores que não doem, nem na alma
Mas que são dolorosas mais que as outras.
Há angústias sonhadas mais reais
Que as que a vida nos traz, há sensações
Sentidas, só com imaginá-las
Que são mais nossas do que a própria vida.
Há tanta cousa que, sem existir,
Existe, existe demoradamente,
E demoradamente é nossa é nós...
Por sobre o verde turvo do amplo rio
Os circunflexos brancos das gaivotas...
Por sobre a alama o adejar inútil
Do que não foi, nem pôde ser, e é tudo.
Dá-me mais vinho, porque a vida é nada."
Fernando Pessoa.
Sade Sexta-feira no HSBC Arena
Sei que a galera mais nova talvez não conheça essa cantora... eu fui apresentada à ela pelo meu pai, quando eu ainda era uma criança. Amei... romântica, sexy, cara de latina, cubana, sei lá... esguia, com vestidos longos e com as costas nuas. A voz mais aveludada que eu já ouvi.
Não perco esse show por nada!
Fica a dica:
Casais: depois de lá direto para a "caminha"... porque não tem como o sex appeal não ir nas alturas depois de um show desses!
Para quem ainda não conhece e para os admiradores, vai a clássica da Sade: Smooth Operator.
Beijos calientes!
Os preços dos ingressos variam de: R$750,00 / R$375,00 (meia entrada) à R$240,00 / R$120,00 (meia entrada).
Bilheteria Oficial HSBC ArenaAv. Embaixador Abelardo Bueno, 3401 – Barra da Tijuca
Horário de Funcionamento: De segunda a domingo – das 10h às 18h
* SITE: www.ingresso.com
Formas de pagamento: todos os cartões de crédito.
* CALL CENTER: 4003 2330 (custo de ligação local)
Horário de Funcionamento: das 9h00 às 21h00 de segunda-feira a domingo.
Formas de pagamento:
Serão aceitos os cartões de crédito e débito Vida e Mastercard,
além de pagamento em espécie.
* 25% de desconto para clientes do HSBC na compra de até 4 ingressos inteiros por CPF.
Não perco esse show por nada!
Fica a dica:
Casais: depois de lá direto para a "caminha"... porque não tem como o sex appeal não ir nas alturas depois de um show desses!
Para quem ainda não conhece e para os admiradores, vai a clássica da Sade: Smooth Operator.
Beijos calientes!
Os preços dos ingressos variam de: R$750,00 / R$375,00 (meia entrada) à R$240,00 / R$120,00 (meia entrada).
Pontos de Venda:
Bilheteria Oficial HSBC ArenaAv. Embaixador Abelardo Bueno, 3401 – Barra da Tijuca
Horário de Funcionamento: De segunda a domingo – das 10h às 18h
* SITE: www.ingresso.com
Formas de pagamento: todos os cartões de crédito.
* CALL CENTER: 4003 2330 (custo de ligação local)
Horário de Funcionamento: das 9h00 às 21h00 de segunda-feira a domingo.
Formas de pagamento:
Serão aceitos os cartões de crédito e débito Vida e Mastercard,
além de pagamento em espécie.
* 25% de desconto para clientes do HSBC na compra de até 4 ingressos inteiros por CPF.
sábado, 15 de outubro de 2011
Bang-Bang - Vídeo
Vídeo da fotógrafa Karima Shehata. Com a atriz Tam Arroba.
Achei a idéia simples, sensível, delicada. Parabéns as duas artistas! E obrigada por me deixarem postar aqui...
E a trilha... não poderia ser mais perfeita.
Fotos lindas da Karima no site:
Bang - Bang Beijos...
quinta-feira, 13 de outubro de 2011
Peça Sobre Gays e Judeus no Incubadeira
Estreou essa semana a primeira Incubadeira do segundo semestre de 2011 - BENT.
No início do ano, em maio, para ser mais precisa, eu tive o prazer de ter a minha peça selecionada pelo Projeto Incubadeira, "Entre Dois Pares de Olhos", realizado pelo curso de Teatro da UniverCidade - Campus Lagoa.
Foi uma experiência indescritível, me fez crescer como atriz e pessoa, e me deu a coragem para assumir o meu prazer pela escrita.
Agora nesse segundo semestre, foram selecionadas outras três peças para participarem do projeto e entrar em cartaz no quinto andar do prédio anexo da faculdade, localizada em Ipanema.
A primeira das três é a peça BENT - de Martin Sherman.
Dividindo a direção estão Eduardo Rios e Julia Stockler.
Na foto: Rodrigo Miranda, André Mansur, Tiago Marinho, Eduardo Rios.
Fiz uma entrevista com o Eduardo na semana passada, as vésperas da sua estréia.
Eduardo me contou que a idéia de montar esse texto foi de um dos atores da peça, Felipe Cabral:
"Ele é o idealizador do projeto, viu uma montagem da peça há uns dois anos e amou o texto" - contou Eduardo.
Essa mesma montagem, mas com diferentes atores voltou a entrar em cartaz do Rio, e Eduardo resolveu assisti-la, a pedido do Felipe. Também amou o texto. Resolveram se inscrever no projeto e foram escolhidos.
O texto teve que ser adaptado e cortado, devido ao tempo de duração das peças apresentadas no Incubadeira - máximo de 40 minutos.
Eduardo: "É um texto de nuances, muito delicado... a primeira impressão pode ser a de que essa é uma peça sobre nazismo, ou uma peça gay, porque os personagens são homossexuais, mas é tão mais que isso. A peça tem muitas camadas, e lida com uma questão muito elementar, pois fala da violência, da crueldade, o que é muito atual. O próprio preconceito mesmo. A questão em relação a homossexualidade é muito atual. E eu acho que o Bent é um bom recurso para esse movimento que está ganhando espaço".
Eduardo já fez assistencia de direção e direção de esquetes, mas de uma peça é a primeira vez. Ele divide a direção com a também atriz Julia Stockler e afirma estar bem feliz com a parceria.
"A Julinha é minha amiga há muito tempo, nós já trabalhamos muito juntos... eu admiro muito a visão artística dela para as coisas".
O grupo teve apenas pouco mais de um mês de ensaios. Começaram com trabalhos de dinâmica, por se tratar de um texto muito delicado. Como nunca havia trabalhado como diretor ou mesmo como assistente, com um texto tão dramatico, Eduardo disse não ter um método específico: "Eu tentava criar situações nesses primeiros ensaios que pudessem potencializar os atores em cena, para prepara-los para trabalhar com o texto. Pegando circunstâncias e fazendo improvisações em cima das cenas... eu queria transformar o texto em ação concreta, um memória de algo bem concreto para eles trabalharem."
Sinopse da peça:
Ambientado na Alemanha em plena ascensão de Hitler, Bent do escritor americano Martin Sherman, relata a luta de Max, um jovem adulto alemão e homossexual, pela sua sobrevivência após ser mandado para um campo de contração Nazista. Após passar dois anos foragido, vender todos os seus pertences e perder violentamente seu companheiro, o protagonista redescobre o amor e o usa como alimento para sobreviver no lugar mais improvável: Auschwitz.
Eduardo destaca uma cena na qual os dois personagens protagonistas têm uma relação sexual dentro do campo de concentração, apenas verbalmente. Eles não se tocam e nem se olham:
"Eles vão achando alternativas para se relacionar, é bonito como eles conseguem se envolver dentro de um ambiente muito hostil... Não tem cenas de nú, nem de beijo entre homens, porque o texto já é muito forte, então eu acho que não tem nem necessidade, porque senão ficaria tudo muito pesado. O texto é muito denso, muito trágico, ele por si só basta."
Eu perguntei para o Eduardo o que ele pensa sobre o Projeto Incubadeira e a estrutura que a faculdade nos dá para realiza-lo:
"O Projeto Incubadeira é um bom projeto, mas ele ainda precisa ser aperfeiçoado em muitos aspectos. A gente tem pouca infraestrutura. Por exemplo, nós temos uma sala só, o que a faculdade nos dá de iluminação é muito pouco, as condições técnicas são primitivas. Mas é uma ótima iniciativa. Eu acho um ótimo projeto, é um espaço legal para a gente experimentar, é um espaço despretencioso e que você pode botar em prática as coisas que você está aprendendo na faculdade e ir experimentando com pessoas que você está conhecendo também. Eu acho uma iniciativa ótima. É um lugar que eu me sinto a vontade para exercer uma função que eu não tenho muito experiência e ainda mais com um texto como o Bent. Esse é o legal do Projeto Incubadeira, para os atores também. Mas eu acho que técnicamente, ele poderia ser mais estruturado."
Por que as pessoas deveriam assistir à sua peça?
Eduardo: "Esse é um texto muito delicado, muito bem escrito, que deveria ser mais conhecido. Poucas pessoas conhecem esse texto, e ele é muito bom. Os meu atores são ótimos. O nosso processo de contato com o texto está sendo muito legal. Esse texto é um veiculo muito potente par nos colocar na relação do jogo da cena.
Rodrigo Miranda (ator da peça): "Eu estou muito feliz de estar nessa montagem, nós somos todos amigos, nos conhecemos há algum tempo, e estar na faculdade, estudando, conhecendo novas formas de trabalho, e podendo experimentar isso tudo aqui no Incubadeira é muito bom. O legal desse projeto é isso, a gente pode experimentar o que a gente estuda aqui e com os nossos amigos."
Tiago Marinho (ator da peça): Nós queríamos mais tempo, se as peças tivessem sido selecionadas antes, teriamos 2 meses. Nós tivemos apenas 4 semanas, desde o dia que soubemos o resultado até a nossa estréia.
A peça "Bent" estreou no dia 10 de outubro e fica em cartaz até o dia 21 de outubro.
De segunda a sexta-feira, às 17:45hs no prédio Anexo da UniverCidade, Campus Lagoa.
Rua Sadock de Sá, nº 318; 5º andar.
Ficha Técnica:
Direção:
Eduardo Rios - 7º período e Julia Stockler - 4º período
Atores:
André Mansur - 2º período
Felipe Cabral - 4º período
João Pedro Zappa - 4º período
Rodrigo Miranda -3º período
Thiago Marinho- 3º período.
quarta-feira, 12 de outubro de 2011
Medianeiras - Buenos Aires na Era do Amor Virtual
Se você é uma pessoa angustiada por viver em uma cidade cosmopolita, na qual as pessoas se cruzam o tempo todo e não se olham, moram em apartamentos minúsculos, têm relações superficiais tanto na web quanto na "vida real", você vai se identificar com esse filme.
É impressionante como cada vez mais os jovens adultos estão ficando paranóicos e fóbicos (eu me incluo nessa). Por que será? O que no mundo e nas relações humanas faz gerar tantos medos irracionais, como pegar um elevador, ou um avião?
Por que que toda vez que o remédio Rivotril era citado no filme, todas as pessoas da platéia riam? Identificação? Acho que nem preciso responder...
Foi bom ver esse filme. Foi bom me identificar com seus personagens. Foi angustiante também. Senti um certo conforto, por ter mais uma vez a certeza de que não estou sozinha nessa, mas também mais vontade ainda de acabar com essas fobias inúteis que só atrapalham as nossas vidas.
Ver elas expostas assim, na minha cara, na tela gigante do cinema, mexeu comigo em algum lugar.
Eu tenho pânico de avião.
Eu vi esse filme ontem.
Essa noite eu sonhei que tentava andar de avião... mas não conseguia.
Trailer Oficial
Medianeras - Buenos Aires na Era do Amor Virtual
Diretor: Gustavo Taretto
Casal protagonista: Javier Drolas e Pilar López de Ayala
Participação lindinha e esquisita da atriz: Inés Efron (XXY - outro excelente filme)
Esse filme não faz parte do Festival de Cinema do Rio.
Horários e cinemas:
Unibanco Arteplex Rio - Sala 5
17:30Cine Santa Teresa - Sala Única
17:00 somente quarta e quinta | 19:00 | 21:00Estação Sesc Laura Alvim - Sala 1
15:30 | 20:00
segunda-feira, 10 de outubro de 2011
Não sou eu, eu juro! Filme
Acabei de ver um filme lindo, triste, sensível e engraçado...
Conta a historia de um menino de 10 anos que foi abandonado pela mãe.
Sua mãe vai para a Grécia e ele passa a morar com seu pai e irmão.
Ele se sente muito infeliz, e tenta se matar... algumas vezes. Mas o diretor do filme conseguiu transformar essa historia aparentemente triste, em algo lindo, delicado e... triste, claro.
Um dos personagens mais interessantes e complexos que eu já vi.
Chorei e amei.
Direção e Roteiro: Philippe Falardeau
Título original: C'est Pas Moi, je le jure!
Esse filme foi premiado nos festivais de Berlim e Toronto.
Não achei o trailer com legenda em portugues...
"A vida não é feita pra mim, mas eu pareço ter sido feito pra vida." Frase de León; 10 anos - protagonista do filme.
Isso é arte?
Não sei... só sei que achei INCRÍVEL e tive que postar! Roubei do blog da minha amiga Lara Borges. http://abaspraquetequero.blogspot.com/
Muito bom!!
Beijos...
Muito bom!!
Beijos...
Todo Dia - Por: Rafaella Ranauro
Tive o prazer de receber esse texto cheio de palavras lindas...
1. Todo dia
Eu tenho que escrever. Infelizmente não sei sobre o que. A verdade é que eu gostaria de escrever sobre tudo, só o que me impede é que gostaria de escrever de maneira bonita sobre as coisas. Talvez porque as coisas não sejam bonitas e quando eu passo-as para o papel elas precisam minimamente tornar-se desse jeito. O que acontece é que quando me preocupo com a beleza dos acontecimentos a serem postos no papel, acabo não botando nada, e nem bonito nem feio o papel fica, fica simplesmente branco. Branco é nada? Branco é vazio? Branco é silêncio? Branco está cheio de todos os meus quereres. Folha em branco não impede de que tenha algo ali. Muitos algos. Algos de todas as cores, mas eu não consegui deixar esses algos bonitos, não consegui fazê-los se movimentarem para além da minha grande cabeça e da minha grande alma. Branco é ausência? Gostaria de dizer aqui que quando escrevo, quero preencher a ausência do branco. O silêncio do branco. Quero querer colorido. Quero que meus desejos tomem formas, não sei desenhar, escrevo. Sempre foi assim. Na escola, me mandavam desenhar e eu pouco sabia além dos bonecos de palitinho. Pouco sabia além de uma casa chapada com um telhado, uma porta e uma janela. Já na aula de redação eu escrevia. Mal sabia as palavras que queria, mas escrevia. É claro, eu não conhecia muitas, mas sempre quis conhecê-las. Meu desejo no mundo sempre foi conhecer as palavras. Fazê-las se interessarem por mim, virem até mim. “Prazer, eu sou cáustica”. E então eu daria grande parte do meu tempo a descobrir como escrever cáustica. Que cheiro tem? Que forma tem? O que é que come? E foi aí que começou meu problema, quando comecei a conhecer as palavras, comecei a perceber onde ficavam mais bonitas, quais ficavam mais bonitas acompanhadas de quais outras, quais deveriam surgir na primavera, quais deveriam esperar ter chocolate em casa para aparecerem, quais precisavam de sorrisos e quais precisavam de choro. De repente eu me sinto assim, ficando louca de novo, porque simplesmente às vezes é inverno, às vezes tudo que resta na despensa é gengibre e muitas vezes quando tenho que sorrir, choro, e o caminho contrário. Às vezes sinto que eu não estou de acordo com elas, e isso me entristece muitíssimo, pois que tudo que eu já senti de mais precioso foi com elas. E com ele. Se ele não está mais aqui, eu sinto que deveriam elas, então, aparecerem, de muito auxílio seriam. Mas não querem. Fogem de mim. Já que tem vida própria é mais do que certo que tenham vontades próprias, não é disso que a vida é constituída? Vontades. As minhas são enormes, como o coração que tenho. Tudo em mim há de tratar-se com grandeza. Grandeza? Intensidade. Temperamentos que se movem, assim como as tais palavras que eu tenho dito. Palavras, eu vos peço, não me faltem. Corram para mim quando eu chamar. Escutem minha voz, mesmo quando ela estiver muda. Escutem, então, meu pranto. Ele não me escuta mais, eu preciso que vocês me escutem. De novo, parece-me que estou indo embora. Indo embora do que chamam de morada, do corpo que sou eu. Já não sei exatamente quem sou. Só sei que sou amante das palavras. Gozo nelas e com elas o que deixei de gozar com ele. Não posso suportar que me fujam vocês também, palavras. Eu digo aqui: se me fugirem, eu vou procurá-las. Bem sabem que se eu quiser, vou achá-las. Uma por uma. Não posso perdê-las. Recuso-me. Já me é suficiente a falta que ele faz. Não sejam vocês também motivo da minha angústia e do meu desespero. Não tomem o mesmo caminho que ele. Prometo ser boa. Prometo deixá-las seguirem o caminho que quiserem, acreditem em mim, como ele não acreditou. O que me restou foram vocês. Todo o amor dessa vida foi dele e de vocês. Estejam comigo, ao menos uma última vez. Ao menos até a próxima primavera. Juro aqui: irei fazer amor com vocês como nunca antes. Com toda a fúria e toda delicadeza que guardo em mim. Vocês são minha fúria e minha delicadeza. Me uso de cada uma de vocês como me usava de cada pedaço do corpo dele. Experimento. Provo. Quero lambê-las, chupá-las, quero tirar de vocês como já tirei dele, quero o ar do espaço de cada letra. Estejam comigo. Até que caiam as folhas de outono, pelo menos. Até que ele retorne. Até que.
Esse texto foi escrito pela atriz Rafaella Ranauro.
quinta-feira, 6 de outubro de 2011
Amor De Livros - Exposição
Gabriela é Artista Plástica, formada no Curso de Gravura pela UFRJ, professora e encadernadora de arte, ou seja, cria livros únicos utilizando variadas técnicas artísticas. Atualmente além das suas exposições, também da aulas de encadernação.
A artista já participou de várias exposições coletivas, mas "Amor de Livros" é a sua primeira exposição individual e conta com 20 peças.
Gabriela já utilizava os livros como suporte para as suas obras, mas o tema "Amor" foi inédito em seu trabalho.
"Eu utilizei os livros para interpretar um sentimento" - afirmou Gabriela.
O convite para a exposição, que ocorreu em Fevereiro de 2011, partiu do IAV - Instituto Audio Visual da própria UniverCidade, que já conhecia o trabalho de Gabriela e sugeriu uma exposição individual da artista que envolvesse o tema "Livros". Como já vinha trabalhando com livros desde 2004, viu esse convite como uma ótima oportunidade de se aprofundar mais ainda no seu trabalho sobre o tema:
- "Eu pude pensar no livro como estrutura e todas as suas partes... de uma forma plástica, bonita e que pudesse expressar um sentimento... eu resolvi juntar o meu amor aos livros e o meu amor ao amor. Por eu ser uma pessoa apaixonada... não só o amor romântico, mas o amor que nós temos pelo que fazemos, pelos nossos amigos."
Gabriela me explicou que os artistas geralmente utilizam os livros prontos para fazer suas obras artísticas, o que ela fez foi diferente. Ela utilizou todas as partes do livro e os construiu a partir de uma idéia, livros inéditos, desenvolvidos em cima de temas como: "O Amor Machuca" e "Você Sempre me Traz Flores".
- "Eu acredito que o meu oficio de encadernadora, de criar livros, me ajudou, me deu essa técnica para poder viajar e imaginar como isso poderia ser ."
Os materias utilizados nas obras são: papel, madeira, linha de encadernação, fita de cetim, arame, tecido de encadernação, espelhos e papelão revestido de tecido.
Declaração de Gabriela sobre os livros:
- "O livro ainda tem muito a dizer, ele ainda tem muito espaço na vida contemporânea, porque tem pessoas que dizem que ele vai acabar, que como objeto não vai existir mais... e a arte vem aqui para dizer isso, que ela pode se apropriar de objetos do cotidiano de uma forma inusitada. O modelo do livro que nós conhecemos veio do Século I, ou seja é um design de objeto bem sucedido."
As palavras abaixo estão impressas na parede da galeria da UniverCidade, aonde estão expostas as obras de Gariela. Foram escritas pelo marido da artista, que também é artista plástico.
Resoli transcrever aqui para vocês, pois contêm um pouco da doçura e delicadeza das obras.
"Fugiram os livros da estante sonhando conhecer tudo aquilo que havia dentro das suas páginas, ora fatos vagos, ora poesias, ora imagens, ora orações, ora letras soltas, ora paixões, ora nada e tudo, e tudo sempre com amor.
Os livros de Gabriela são de um amor delicado, feito de fios e tramas. Os livros de Gabriela vivem desse amor delicado, de afeto e de paixão. Os livros de Gabriela viverão sempre desse amor de livros, eterno, passado, perene, vivido, sonhado..."
Gabriela já teve alguns convites para levar a sua exposição para outras galerias, mas ainda não tem nenhuma data fechada.
Eu fico muito agradecida de poder ter tido a oportunidade de entrevistar uma artista que me comoveu tanto com as suas obras!
Essa dica é valiosa... a exposição fica até o dia 16 de outubro de 2011 na UniverCidade, Rua Saddock de Sá, nº 318 - Ipanema.
Gabriela e sua obra preferida: "Silêncio"
"Silêncio"
"Interseções"
"Você sempre me traz flores"
"O livro aberto"
"Amar dói"
Links de Gabriela Irigoyen
Beijos com amor...
.
quarta-feira, 5 de outubro de 2011
ANGELO B. E OS THUGUEDA + FUTEBOL AO VIVO
Tá de bobeira hoje e afim de ver um show muito bom?
A dica é o Leviano - nova casa da Lapa, localizada ao lado dos Arcos (melhor não poderia ser, né?)
Todas as quartas-feiras rola lá o Show do Angelo B. e os Thugueda!
Eu já vi e posso afirmar que é muito bom!!
Eles têm um repertório muito variado: Tim Maia, O Rappa, Chico Science, Manu Chao... entre muitos outros.
A vibe da banda e do lugar é ótima, clima muito gostoso para ir com a galera ou com o seu par... e de quebra ainda dá para ver o jogo!
A minha dica pessoal é o Drink Leviano... uma delícia! Frutas vermelhas e uma pimentinha.... adoro!
Mas, as quartas o forte é a cerveja mesmo... geladinha e deliciosa.
Angelo B. e os Thugeda tocam todas as quartas-feiras no Leviano (Lapa ao lado dos Arcos).
Angelo B.
O cantor e MC Angelo B (http://www.myspace.com/ang elobbass) se junta aos músicos Cachaça (guitarra/Monobloco), Emerson Mardhine (Baixo/Celebrare) e Marcos Feijão (Bateria/Monobloco) para uma noite diferente na Lapa, com muita MPB, ska, samba, rock, manguebeat, e muito mais. Além disso são sempre transmitidos os jogos do brasileirão em uma TV de 50 polegadas de alta definição.
Promoção de balde de cerveja 600ml e caipirinha dupla durante todo o evento.
Horário: A partir das 21h.
Preço: R$ 15 | Lista amiga (contato@levianobar.com.br ): R$ 10
Não recomendado para menores de 18 anos.
Informações: 25075779
Promoção de balde de cerveja 600ml e caipirinha dupla durante todo o evento.
Horário: A partir das 21h.
Preço: R$ 15 | Lista amiga (contato@levianobar.com.br
Não recomendado para menores de 18 anos.
Informações: 25075779
A gente se vê por lá!!
Beijos!
Assinar:
Postagens (Atom)


